Rio Paraná pode ficar sem peixe, mesmo com períodos da Piracema

Umuarama - Inicia no dia 1º de novembro, próximo sábado,  mais uma temporada da Piracema, limitando as atividades pesqueiras em rios e lagos. Neste ano, a proibição vai até 28 de fevereiro e visa à reprodução e o desenvolvimento da população de peixes. Infelizmente, no rio Paraná, a ação não está conseguindo seu objetivo. Segundo pesquisadores, o número de peixes vem diminuindo a cada ano, influenciado por vários fatores.
O chefe da APA Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, Erick Caldas Xavier, alerta para a situação e elenca fatores, além da pesca predatória, como mudanças climáticas e construções de hidrelétricas que influenciam na redução da quantidade de peixes no rio. O cenário ainda pode piorar, caso as barragens nos rios Piquiri e Ivaí, se concretizem.
Xavier explica que nos últimos anos os peixes não estão conseguindo desovar no período da Piracema, pois o rio não oferece condições para tal. “Para o peixe subir o rio são necessários temperaturas adequadas e cheia, situação que não está acontecendo, devido a falta de chuva e o nível baixo provocado também pelo represamento das usinas. Isso pode atrasar o processo migratório e os peixes não reproduzem. Isso já foi detectado ano passado”, explicou.

 

Outra circunstância levantada pelo chefe, é que o rio Paraná deixou de ser um rio, para se transformar em uma continuidade de lagos, ocasionado pelas hidrelétricas instaladas em seu curso. “O rio Paraná é uma sequência de barragens e não acontece mais a migração de peixes. Para tentar se reproduzir, eles rumam para os rios do Mato Grosso e no Paraná para o rio Piquiri e Ivaí”, ressaltou.

O representante do meio ambiente ainda esclareceu que, como os peixes rumam para os rios Piquiri e Ivaí, a ideia de construir novas barragens nesses locais seria o fim da população de peixes na bacia do Paraná. “O Rio Paraná está barrado, o Paranapanema e o Iguaçu também. As saídas para reprodução dos peixes seriam o Piquiri e Ivaí. Caso construam essas barragens, teremos o fim da vida nos rios. É muito perverso colocar a culpa nos pescadores, a culpa deles é clara, mas a briga aqui é maior e com um impacto destruidor”, alertou.

A legislação

Conforme a Polícia Ambiental de Umuarama, de acordo com as regras de proteção, todas as espécies nativas são protegidas. Durante o período da piracema, a pesca será permitida apenas para reservatórios artificiais e de espécies consideradas exóticas, como a corvina, a tilápia, o tucunaré, o bagre-africano e a carpa, entre outras. Os pescadores flagrados descumprindo as normas responderão por crimes ambientais e pagarão multas a partir de R$ 700,00, além de ter o material de pesca e embarcação apreendido. Resta saber se haverá fiscalização rigorosa, já que atualmente há muita reclamação dos pescadores profissionais contra os amadores ou falsos turistas que vão ao rio e fisgam qualquer quantidade de peixes em qualquer medidas e não são incomodados. 

 

Fonte: Umuarama Ilustrado

Parque Nacional de Ilha Grande completa 28 anos
Dia de celebrar mais um ano desse paraíso entre águas cristalinas, florestas exuberantes e uma biodiversidade única!
Educação Ambiental e Gestão de Resíduos
17/09- Um passo importante para o futuro sustentável dos nossos municípios!
Municípios Consorciados
Mapa do site
CNPJ: 00.678.603/0001-47 | Consorcio Interm P/Cons Reman Rio Pr e Areas Influenc.
Website desenvolvido por